domingo, 26 de junho de 2011

Quem apita o meu jogo sou eu!


Postei agora no Facebook algo como “Não tem graça ver os melhores momentos. Quero ver o jogo inteiro”. Depois fiquei pensando nos inúmeros significados desse post. Foi incrível, mas o que mais me chamou a atenção foi este que escreverei para vocês.

Assistir aos melhores momentos é como ver sua vida passar pela tela da TV no intervalo de um jogo. Ela passa sem muitas emoções, mostra um pouquinho de sua vida medíocre, poucos lances importantes e fica por isso mesmo. Não tem graça se você não participar da sua própria vida. Se você não entrar de cabeça no jogo da vida, não entrar pra vencer, não fizer faltas, não fizer fila, não ser craque, não tentar mudar os resultados, não tem graça. A gente tem sempre que entrar pra vencer, pois esse é o jogo da nossa vida. 

Assistir aos melhores momentos realmente não tem graça. Se você não estiver lá, não participar ativamente, isso não faz o menor sentido. Trazendo isso para nossa vida, é o mesmo que dizer que a pessoa é “meio feliz”. 

Na boa, se uma pessoa é “meio feliz”, na verdade ela é uma pessoa totalmente triste. Ninguém pode ser meio feliz e achar que isso é bom. É o mesmo que ver os melhores momentos: ser meio feliz é não participar ativamente de sua vida, é ter medo de arriscar e de fazer escolhas. Não tem graça.

Eu posso dizer que andei meio displicente com o “meu jogo”. Nem sempre, a cada dia, eu entrava para ganhar. Muitas vezes entrava só para cumprir tabela, torcendo logo para chegar o intervalo. Mas agora muita coisa mudou. Decidi fazer de mim a jogadora mais importante da minha partida. Chega de ter meias-amizades, meios-amores, de me doar inteira para pessoas que não merecem sequer metade de mim. Chega! E quem apita na minha vida sou eu!

Sei que também sou as vezes uma “jogadora-problema”, mas isso também vai mudar. Como resolvi ser a principal atleta da minha partida, terei mais tempo para recuperar esse talento que ficou escondido durante tanto tempo (seja por minha vontade, seja por imposição dos outros). E repito: agora quem apita o meu jogo sou eu! 


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Como trabalhar fora da bagunça



Esta mesa que está na foto não é propriamente a minha. Mas a minha está uma vergonha, e quem me conhece sabe que estou falando a verdade. Sempre tive dificuldades em manter minha mesa arrumada, e sou adepta da frase que diz mais ou menos assim: “Quem tem mesa arrumadinha não trabalha”. 
Bom, mas de qualquer forma, todo final do dia só saio do meu trabalho depois de deixar tudo em ordem.

Como imagino que muitas pessoas também passam pela mesma dificuldade que eu, achei umas dicas legais na internet que podem ajudar, e muito, na organização de sua mesa de trabalho. São informações importantes que podem, inclusive, otimizar suas tarefas e aumentar sua produtividade, além de permitir que você trabalhe melhor. Aí vão elas:

1. O primeiro passo é separar todo o material da seguinte maneira:
  • entrada: material novo e ainda não visto ou não consultado
  • material necessário para o trabalho no dia a dia: manuais, calendário e porta-canetas vão nessa categoria
  • arquivo morto: documentos e objetos que precisam ser guardados, mas já foram utilizados para um trabalho terminado
  • arquivo de referência: documentos e objetos necessários para consulta esporádica
  • arquivo corrente: todos os documentos e objetos necessários para um trabalho que está sendo desenvolvido
  • lixo: tudo o que não vai mais ser usado (e aqui não dá para ter a mentalidade de "um dia eu posso vir a precisar")
  • leitura: é útil separar um espaço para material que o profissional pretende ler, mas ainda não teve tempo
2. Com essas categorias em mente, faça pilhas de todas as coisas da mesa e de dentro das gavetas 

3. Jogue fora o que não será mais utilizado e reserve espaço para cada tipo de arquivo 

4. Posicione os arquivos em seus devidos lugares 

A partir dessa arrumação básica, é preciso comprometer-se a dar encaminhamento para todos os documentos no momento em que forem vistos ou lidos. Esse tratamento pode ser:
  • resolver no mesmo minuto, se for algo simples e rápido
  • agendar, se for algo que o profissional não poderá resolver naquele momento. "É preciso usar a agenda, anotar tudo lá, usá-la como uma ferramenta, uma aliada", comenta.
  • arquivar, se for algo do qual se precisará no futuro
  • descartar
  • devolver ao remetente ou encaminhar, se for algo que não é da alçada do profissional
Outras dicas para organização do ambiente de trabalho:
  • Tenha uma agenda sempre à mão e anote tudo nela - compromissos pessoais e profissionais
  • Limpe a caixa de e-mails e crie pastas classificadas por assuntos
  • Tente agrupar compromissos externos em horários próximos
  • Se estiver fora do escritório, consulte sua lista de lembretes e veja se não é possível resolver outra tarefa
  • Dedique 15 minutos do fim do dia para organizar o dia seguinte
Dicas dadas, mãos à obra para a arrumação! 


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Vitória! De quem???


Assim se pronunciou o advogado do prefeito Italiano após a votação de abertura de Comissão Processante na Câmara. Como a abertura foi negada por 5 votos a 4 [votaram a favor da abertura Sebastiana Camargo, Nelson Sanches, João Vilela (suplente do vereador e irmão de Italiano, Paulo Bianchini), Tota e Chanel, e votaram contra a abertura Antônio Sampaio, Jesus Martins, Carlinhos Pica-Pau e Sensei], estando ausente da sessão o vereador Rodrigo da Silva. Para ser aceita a abertura, a Câmara precisaria de 2/3 dos votos, o que não ocorreu.

Bom, voltando ao tema do post: "Vitória! De quem?", quem ganhou com isso? Tirando os advogados que ganharam e ganham muito bem para defender o prefeito, quem mais ganha? Os vereadores? Talvez. Há rumores de que alguns ganharam alguns agrados para votar a favor do prefeito. Rumores... nada de concreto por enquanto. 

Quem mais teve vitória com essa votação? Os assessores e funcionários da Prefeitura que estiveram presentes à sessão? Talvez. Também há rumores de que os “grandões” pediram com muito carinho para que os parceiros lotassem a Câmara, talvez com medo de ouvir o clamor dos corajosos que estavam presentes para acompanhar a leitura da denúncia. Pediram com carinho, sim, na linha: “ou você vai ou está na rua!” Alguns, talvez com medo de ficar um ano e meio desempregados (afinal, emprego em Bebedouro é artigo de luxo), foram felizes da vida defender o chefinho. Mas quem mais teve vitória com isso?

Se não me esqueci de ninguém, acho que são apenas estes que citei acima. Do resto (e neste resto inclui-se todos nós, munícipes), ninguém ganhou com isso. E não digo nem na questão financeira. Muito pelo contrário. A cidade perde e perde feio com o que vimos, envergonhados, na sessão da Câmara de hoje (13). Poucos tiveram coragem de encarar os presentes à sessão, mesmo o plenário estando cheios de “parceiros” que estavam lá pelo mesmo motivo: blindar o prefeito. Deram seus votos, viraram as costas à população, disseram o que queriam, mas não tiveram coragem de olhar as pessoas de bem que estavam misturadas entre assessores e parentes do prefeito. Foi muito triste ver tudo isso.

Nos bastidores, antes da votação, notava-se um certo ar de conchavo entre alguns vereadores. Reuniõezinhas pra lá, conversinhas pra cá, cigarrinhos confidentes aos montes, enfim, o circo estava armado. Em quase nenhum deles se via a preocupação com o que estava acontecendo ali, com a gravidade do fato de termos um prefeito líder de uma quadrilha que fraudou (ou frauda? Não sei que verbo usar) licitações na Prefeitura, segundo apurou o Ministério Público e a Polícia. Muitos deles saíram durante a leitura da denúncia (está certo que muitos ali já tinham conhecimento do teor, mas pelo menos em sinal de respeito com a cidade deveriam estar presentes no plenário para a leitura da mesma). Mas nem isso aconteceu. Durante a leitura, reuniões eram feitas, afinal, tudo tinha que ser muito bem ensaiado.

A cidade perde. Italiano saiu vitorioso desta batalha, mas esta é uma vitória verdadeira? Talvez. Talvez fosse melhor para ele, e digo isso na questão de hombridade mesmo, ter espaço para se defender. Afinal, de quê ele tem medo? Como ele mesmo disse: quem não deve, não teme, então eu gostaria de saber o porquê dele tremer tanto! Trouxe até o advogado de fora dele, além do assessor jurídico da Prefeitura e de um outro advogado. Poxa, isso é que é ter medo. A tropa de choque toda reunida!

Mas como tudo na vida são lições, espero que a cidade aprenda com mais essa: nunca subestime uma pessoa, afinal, ela pode ainda se mostrar pior do que já é. Se você acha que está ruim, não se desespere: ainda pode ficar pior, pode acreditar. 

Ah, e já ia me esquecendo: teve vereador que nem sequer apareceu para votar. Não honrou seus votos (só para falar o básico, pois na verdade deixou de honrar outras coisas também), e não teve nem a coragem de enfrentar a população. Rodrigo da Silva faltou da sessão por motivos ainda ignorados. Será que estava viajando? Não sei. 

No mais, ficamos como estamos. Assessores ganharam mais um ano e meio de emprego, os vereadores continuaram omissos em sua maioria, eu daqui reclamando e indignada com a cidade de modo geral, você daí ralando muito para tentar ter uma vida digna, os políticos, bem, esses também continuam fazendo as mesmas coisas... Mas isso é um outro assunto, e não quero começar meu blog com processos. Mas você, leitor, sabe do que eu estou falando.

E  a pergunta fica: vitória de quem? 



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bebedouro, a Terra das Bananas!


Já há alguns dias, descobri a verdadeira vocação da nossa querida Bebedouro. Não, definitivamente não é mais a "Terra da Laranja". Não, também não é a "Terra da Cana". É sim, em definitivo, a "Terra das (os) Bananas". Sim, é isso que Bebedouro é.

Foi protocolada esta semana uma nova denúncia contra o prefeito Italiano na Câmara. Pelas informações que recebemos, foram quatro (4), heróis que, corajosamente, deixaram o comodismo de lado, o "tudo bem, é assim mesmo", a falta de vergonha na cara, o conformismo, e foram a luta fazer o que realmente compete a um cidadão de bem: protocolaram uma denúncia na Câmara Municipal a fim, única e exclusivamente, de fazer o prefeito dar explicações à população depois de 1 ano de investigações e vergonhas pelo qual passamos. Só isso!

Protocolar uma denúncia na Câmara é dar ao prefeito o direito (ou o dever) de explicar a quem realmente ele deve explicações: ao cidadão que votou nele e também a outra parte que não votou, que pela democracia aceitou seu governo como a vontade da maioria. Não é um ato de apoiar este ou aquele: é um ato de defesa, inclusive do próprio prefeito, para que a Justiça seja realmente feita.

Ninguém nesta cidade pode ficar contente ao ver a Prefeitura cercada por policiais fortemente armados e ficar por isso mesmo. Ninguém ficou feliz ao ver Bebedouro ser notícia no país todo pelo fato de ser descoberta uma quadrilha que fraudava licitações no ramo da construção civil. Ninguém, em sã consciência, ficou feliz com aquilo. O que deu em cada bebedourense foi o sentimento de vergonha, de tristeza, em ver aquele que foi eleito pela maioria, que veio do povo, envergonhar tanto a população. Deu, na verdade (pelo menos em mim), muito nojo de pertencer a uma cidade tão corrupta e com a corrupção saltando a olhos visto, de maneira tão descarada.

É triste, realmente muito triste.

Eu participei da coletiva do Ministério Público em que o promotor disse, na minha frente, que o prefeito de Bebedouro era o cabeça da quadrilha que fraudou a Prefeitura e lesou os cofres públicos. Eu estive lá e posso garantir: eles não estavam brincando.

Com base nisso e em todas as coisas divulgadas ao longo desse ano todo que durou as investigações, e com a conclusão do Ministério Público e da Polícia, pensei: "claro que a população, agora com o pronunciamento do MP e da Polícia, vai fazer alguma coisa!". Antes não fizeram porque até poderia prevalecer a máxima de que "todo mundo é inocente até que se prove o contrário", mas com o pronunciamento oficial, achei a o povo sairia às ruas, com as mesmas caras pintadas que vi, extasiada e sem entender muito, em 1992. Eu tinha 11 anos e via aqueles jovens saindo às ruas para protestar e exigir a saída do primeiro presidente eleito pelo voto direto, o famoso Fernando Collor de Melo.

Achei que, mesmo sem as caras pintadas, os bebedourenses sairiam às ruas, fariam passeatas, panelaços, levariam cartazes, enfim, mostrariam toda a sua indignação. Mas me decepcionei. Não houve manifestação e a única coisa que as pessoas ainda se permitem a fazer são "discursos de botequim", a promover a democracia "da mesa de jantar" e a ser o paladino da ética nas redes sociais. Não, minha gente! Isso não é suficiente! Bebedouro ainda precisa de mais!

A população precisa se engajar mais. É preciso cobrar, sair às ruas, fazer movimentações pacíficas, mas fazer movimentações. Como já diz o ditado: "quem cala, consente", e, calados, estamos sendo cúmplices indiretamente da bandalheira que está acontecendo em nossa cidade. 

Aliás, você se lembra em quem votou para vereador? De pronto, pode ser que não se lembre, e precise fazer um exame de consciência, buscar lá no fundo, para lembrar para quem deu o seu precioso voto. Quem ganhou seu voto se elegeu? E você, como cidadão votante e pagador de seus impostos, cobrou postura de quem você colocou lá na Câmara para lutar por seus interesses e de seu bairro ou distrito? É preciso exercer mais seus direitos de cidadania. Em quantas sessões da Câmara você já foi? Você acompanha os projetos da Câmara ou de seu vereador? Eles foram eleitos com o seu voto e você paga os salários de cada um lá, mesmo não os tendo eleito.

Eu poderia ficar até amanhã escrevendo sobre este tema, mas vou me ater apenas ao título do meu post. Bebedouro é, sim, a terra das bananas. Das bananas e dos bananas, sim.

Bebedouro passou os maiores apuros e as maiores vergonhas no último ano, e o que você fez para mudar isso? Você procurou seu vereador, a Câmara ou o prefeito para cobrar explicações? Você juntou sua turma, seus amigos, e organizou uma manifestação? Não, não e não! Ninguém fez nada! Essa é a verdade.

É terra de bananas porque tenho certeza de que, para conseguir 4 (QUATRO) assinaturas, deve ter sido muito difícil. Acredito que todo mundo se proponha a assinar, que tenha batido no peito e dito que ama essa cidade, e todas as coisas que estamos cansados de escutar. Mas daí se dispor a assinar e a enfrentar todas as pressões que possam vir, isso é para poucos.

Algumas pessoas sabem que eu faria questão de assinar, até mesmo sozinha. Tenho impedimentos de nome e de trabalho que me impediram de fazer isso, até pelo próprio bem da cidade. Mas estarei lá, na Câmara, cobrando a postura que os vereadores não tiveram há um ano. Não assinei, e isso me deixou até que de certa forma frustrada, mas estarei lá presente e disposta para fazer o que for preciso para que esta cidade volte a ser o que era. Não a Terra das (os) Bananas, mas a terra de gente honesta, trabalhadora, gentil e hospitaleira que sempre foi.