domingo, 30 de setembro de 2012

Artigo publicado no "O Jornal" deste sábado (29).









O dano e o sonho

Desde o dia 11 de setembro vivo um pesadelo. Tive meu carro todo riscado por uma pessoa que trabalha para o candidato Fernando Galvão (DEM) e posso confessar que este fato tirou o meu sono. Muito tive que trabalhar para conquistar o primeiro carro realmente meu. Fui à concessionária, escolhi o modelo e a cor que minhas condições permitiam e fiz a compra. Ah, que alegria! Meu carro novinho, tirado da concessionária no dia 23 de dezembro de 2011, véspera de Natal! E ainda vermelho, uma cor da qual gosto muito. Fiquei realmente radiante com meu presentão de Natal.

Ver meu carro todo riscado, um dia depois do debate com os candidatos a prefeito promovido pela Igreja Católica, foi um choque. Tenho amigos que trabalham em concessionárias e em oficinas de funilaria e todos sempre me diziam que “risquinho fica mais caro para arrumar do que batida”. Na hora pensei nisso e entrei em desespero. Afinal, quem teria coragem de riscar toda a lateral direta, capô e traseira de um carro? Que tipo de pessoa teria a crueldade de riscar todinho um carro? Minha indignação me levou até a Delegacia, onde recebi a orientação de fazer um Boletim de Ocorrências e a procurar alguma câmera de segurança que tivesse filmado a ação. De posse do vídeo, mal pude acreditar que a pessoa no vídeo era um rapaz que trabalha na campanha do candidato Fernando Galvão, aquele que se apresenta como “ético”. Sinceramente, não dá para classificar uma pessoa como ética se ela permite que esse tipo de baixaria aconteça em sua campanha. Que ética é essa de intimidar, de acuar, de mandar recados desse tipo? Essa é a ética que queremos para nossa cidade? Esse é o tipo de prefeito que queremos?

Bom, de minha parte deixo esses questionamentos para você, eleitor, fazer. Reflita, repense, analise e saiba que, na hora do voto, é você, sua consciência e a urna. Posso dizer que no que cabe a mim, terei um grande prejuízo. Meu carro, mesmo que o rapaz pague a nova pintura, ficará desvalorizado no mercado quando eu for trocá-lo. Qualquer um que conheça de pintura automotiva (vendedores principalmente), saberão que o carro foi pintado novamente e, não importa que eu diga que foram riscos: sempre acharão que meu carro foi inteiro batido e ele perderá valor. Eu costumo pensar que tudo o que dá para resolver com dinheiro é mais fácil. Difícil mesmo são as coisas que o dinheiro não compra, como os sonhos.

Eu posso afirmar para vocês uma coisa: o meu prejuízo será solucionado. Agora, o prejuízo do candidato, no dia 07 próximo, esse o dinheiro não paga. 


sábado, 15 de setembro de 2012

As Falsas Pesquisas

Tem um candidato nesta eleição que acha que o povo é trouxa e ignorante. Vamos aos fatos.

Fernando Galvão já tem registrada, pelo Instituto Realidade, 5 pesquisas para esta eleição. A primeira publicou na Folha da Cidade, jornal que em época de eleição ele lembra que existe e usa para se favorecer. Sim, amigos. Galvão considera apenas jornal a sua Gazeta de Bebedouro, mas nesta época do ano se lembra que existem outros que também servem ao seu desejo desenfreado de ser prefeito. Lembrou-se também do Cidade Viva News, um jornal que circula mais em Monte Azul do que aqui, mas nessas horas qualquer um serve.

O caso é: esse candidato está manipulando resultados para forçar a população a "não perder o voto", ou seja, alardeia aos quatro cantos que tem mais que o dobro do segundo colocado em intenção de votos e faz com que o povo pense "bom, se é assim, não adianta votar nesse ou naquele, pois o poderoso Galvão já ganhou". Coitado.

Forrou a cidade com um panfleto dizendo que está em primeiro e para a população não acreditar em falsas pesquisas. As "falsas pesquisas" seriam as que mostram um resultado diferente da que ele publica, e qualquer instituto sério colocará a pesquisa dele em descrédito. Qualquer pessoa com mais de dois neurônios sabe que a eleição em Bebedouro ainda está emboladíssima e sem um candidato despontando assim. Qualquer pessoa com mais de dois neurônios teria receio em se arriscar desse jeito, colocando seu nome como favorito quando na verdade não ocupa essa posição. Mas tudo isso tem uma explicação.

Retomo o que eu disse em um dos posts que fiz. Fernando Galvão é o típico garoto birrento de supermercado. As mães sabem do que eu digo e acredito que todo mundo já viu uma criança fazendo birra em supermercado. Ele grita, ele se joga no chão, ele chora, dá o maior escândalo porque quer alguma coisa que os pais não querem ou não podem dar. 

Fernando Galvão, antes de ser eleito, só mostra com essas atitudes que é, sim, um garoto birrento. Quer porque quer ser prefeito de qualquer jeito, sem atributos que lhe dê respaldo para isso. Com atitudes assim, também já chama a população de trouxa e de ignorante, querendo enfiar goela abaixo que ele está no topo e que ninguém tira essa eleição dele. 

Com isso, pairam algumas dúvidas. Se já age assim mesmo sem estar eleito, chamando o povo de burro e apostando na ignorância da população, o que fará depois, se eleito? Se já age assim, como um coronel que não permite contestações, o que fará se eleito? Se agora, de certa forma, coage a população a votar nele, o que será do povo caso ele seja eleito?

Pensem bem, eleitores. É este tipo de gente que você quer que comande a cidade? Gente que não quer ser contestado, que enfia goela abaixo suas ideias e imposições? Gente que não respeita o povo, que não deixa pensar e escolher por si mesmo? Gente que por vaidade quer ser prefeito de uma cidade? Gente que, mesmo sem ter poder, já manipula e joga com as piores regras, posando de ético e limpo quando na verdade ainda não aprendeu o que é ser ético? Gente que quer voltar a colocar cabresto no povo, não permitindo que as pessoas pensem? É preciso atenção, minha gente. A cidade não pode cair nas mãos de pessoas nefastas e interesseiras, pessoas que só querem estar lá na Prefeitura para governar para eles. Pessoas que, mesmo com toda a influência que têm, nunca trouxeram nada de bom para nossa cidade. Gente assim não merece seu voto. 

No supermercado, na maioria das vezes em que uma criança faz birra, os pais agem assim: dão umas boas palmadas no bumbum do garoto e ele volta pra casa, de castigo, e com a bunda quente.... Tomara que os pais (população), façam o mesmo e coloquem esse garoto de castigo. Esse será seu fim também, Fernando Galvão.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Recado Musical




Hoje (14), fazendo minhas orações pelo caminho logo de manhã, recebi um sinal musical de Deus para mim. Tenho uma relação muito intensa com Ele e Ele sempre dá um jeito de me mostrar as coisas que eu peço. Como Ele sabe que sou meio lerdinha, ao invés de me dar pistas, Ele logo escancara as coisas bem na minha frente. É até doido falar isso, mas é plena verdade.

Então hoje, logo que terminei minhas orações, liguei o rádio e tive a grata surpresa de ouvir uma linda música do Chico Buarque que me arrepiou toda! Era muita coincidência ouvir bem aquela música no momento em que eu terminava minhas orações. Então, eu entendi o sinal e repasso para vocês. 

Como vocês devem saber, nós do "O Jornal" estamos passando apurados com um certo candidato engomado-decoradinho metido a coronel, que quer porque quer ser prefeito de nossa cidade sem a mínima condição para tal. A música me fez lembrar desta situação e da cidade em geral, e retrata bem o momento que vamos viver quando essas forças do mal forem realmente vencidas. Pena não poder contar mais para vocês sobre os sórdidos bastidores da política em nossa cidade, pois assim vocês teriam a exata dimensão do meu sentimento ouvindo essa música. 

De qualquer forma, aí vai o recado que Deus me mandou. A música é "Apesar de Você", e tomo a liberdade de grifar os trechos que mais me tocaram quando ouvi.


Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão

Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!

Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
De "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
Antes do que você pensa

Apesar de você
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente

Apesar de você
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai se dar mal, etc e tal
La, laiá, la laiá, la laiá  

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Debate no Imesb: agora além de engomadinho é dissimulado


O texto de hoje é uma análise de alguns pontos que foram abordados no Debate promovido pelo Imesb na quarta-feira (12). Sinto não poder escrever mais coisas, mas é que passei mal com tanta dissimulação que vi do candidato engomado-decoradinho do post anterior. Não dá para ouvir tanta mentira e sair assim, impunemente. 

Vamos a alguns pontos importantes.

Quem mais já loteou a prefeitura agora fala que não haverão cargos de confiança. Tem empresas que já indicaram nomes para um possível governo em troca de apoio ou auxílio financeiro para o candidato. Como isso é possível? Esse candidato diz também que fará uma estranha gestão no Hospital Municipal. Corre nos bastidores da política que, inclusive, há um estranho acordo entre este candidato e ou outro político ou uma outra instituição de saúde, de modo a entregar nosso hospital para outra pessoa tocar. Em outras palavras, uma possível privatização.  Como isso é possível?

Disse que o Imesb é muito importante para a cidade, mas já recebeu carta de repúdio dos alunos daquela instituição por privilegiar alunos de outra em detrimento daquela.  Como isso é possível?

Fala que o desenvolvimento precisa acontecer em nossa cidade, mas lutou o quanto pôde e ainda luta (ainda processa a prefeitura, ou seja, a cidade), para manter um privilégio inconstitucional (ilegal). Ocupou uma área pública (minha, sua, nossa), atravancando o desenvolvimento de um setor inteiro da cidade e impedindo que pequenas empresas crescessem e gerassem emprego. Agora vem dizer que o desenvolvimento precisa acontecer? Como isso é possível?

"Lei não se discute, lei se cumpre". Quem disse isso no debate promovido pelo Imesb? Sim, amigos, o candidato mais cara de pau desta eleição: o engomado-decoradinho do post anterior, o candidato Fernando Galvão. O que mais lutou para manter um privilégio ilegal. Das duas uma: ou ele é um péssimo profissional que não sabe nada de lei (é um advogado e como não sabia que a lei que o amparava era inconstitucional?) ou é vivaldino mesmo. Na dúvida eu, eleitora, fico com as duas.

"Política não se faz com perseguição e com ofensa". Gente, ah se eu pudesse contar um pouco mais dos bastidores da política para vocês! Tenho certeza de que vocês ficariam de cabelo em pé com a podridão que exala do candidato engomado-decoradinho. Posa de bom moço dizendo que faz campanha ética e limpa, mas coage adversários, ameaça desafetos, usa dos meios mais sombrios para forçar os mais carentes a votar nele e se juntou com as piores pessoas da cidade para garantir que ninguém tirasse seu brinquedo: a prefeitura. 

Sim, pois parece uma criança fazendo birra no supermercado, rolando no chão, fazendo a maior gritaria para conseguir o que quer.

E ele quer ser prefeito por ser, por vaidade, para mostrar que pode. Mas tem propostas vazias e sem conteúdo, assim como ele. Atenção, eleitor, não se engane com candidatos com cara de bonzinho e que nos bastidores age de forma rasteira, impede a cidade de se desenvolver e luta ferozmente apenas para manter seus privilégios. Fique atento, não jogue fora seu voto!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Debate Igreja Católica: o Decoradinho e o Preparado


Na segunda-feira (10), a Igreja Católica promoveu um debate entre os candidatos a prefeito em Bebedouro. Debate, debate, propriamente não foi, foi mais um encontro de exposição de ideias e explanação dos candidatos frente aos problemas que nossa cidade tem. Foi muito bom.


Todos os candidatos estão de parabéns por estarem presentes ao debate. Também, pudera: como foi dito no início, cerca de 60% do eleitorado é católico e desagradar tanta gente assim, nesta fase da campanha é meio perigoso. 

Alguns falaram com bastante propriedade sobre os assuntos abordados pelo mediador, outros viajaram na maionese e outros foram escorregaram feio... Faz parte.

Mas o debate mesmo se polarizou entre dois candidatos: um engomadinho, todo decorado com um texto pré pronto na ponta da língua e outro realmente inteirado dos problemas e principalmente, com soluções possíveis de serem realizadas.

Ficou claro o preparo de um e o despreparo de outro. 

Percebo que a ânsia de agradar do candidato decoradinho foi tanta que as vezes ele se perdia no texto, sempre olhando para sua claque que estava bem na sua frente, na primeira fila, buscando um olhar de aprovação. E, é claro, essa aprovação sempre vinha, já que tapinhas nas costas e "sim, você arrebentou", sempre é possível ouvir dos mais afeitos a prática de puxar o bom e velho saco. Mas bastava o outro candidato, o mais preparado do debate, falar para que a máscara de bom moço do engomadinho caísse. 

Caras e bocas, sempre muitos discretas, mas mostrando o incômodo de ver um outro responder melhor do que ele. Melhor e com mais preparo, mais conhecimento, sem texto pronto e sem a máscara de bom moço para conquistar a plateia. 

Era impossível não ver, pelo menos pra mim que acompanhei de pertinho, as caras do candidato engomadinho quando o candidato preparado falava. E, pudera: o candidato preparado deu show, mostrou que fala sobre qualquer assunto e que tem propostas claras e possíveis para nossa cidade. 

Sim, porque de discurso bonito estamos cheios. Discurso bonito não enche barriga e muito menos gera emprego. Discurso bonito não nos faz sair desse marasmo em que nos encontramos. Discurso bonito só é bom no papel, porque na prática é preciso preparo e conhecimento. Isso o candidato mais preparado mostrou de sobra. Ofuscou os outros, ainda mais o candidato engomadinho e decoradinho, que passou o dia todo estudando o que ia falar.

Mais uma vez, penso que a cidade tem uma opção real para crescer e voltar a ser a Grande Bebedouro de outros tempos: seguir em frente com pessoas preparadas, com amplo conhecimento e visão de futuro, com propostas claras e possíveis, com uma pessoa que sabe gerar empregos e sabe gerir uma empresa. Chega de marcar passo no passado, vivendo num mundo de ilusão onde tudo é muito bonito no papel e a realidade é dura. Essa é nossa hora: chega de falsos coronéis que só enxergam o povo nesta época do ano. Chega de discursos vazios. Queremos mudança, e mudança no mais amplo sentido da palavra. Mudança de atitude, de ideias, de projetos que realmente façam nossa cidade crescer. Chega de hipocrisia e de falsos coronéis que apenas receberam uma pinturinha para parecer novo, mas que vem por dentro cheio de ranço e do pior que existe na política.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Eleições 2012: candidato limpo e ético?



Me segurei o quanto pude para não escrever nada aqui sobre as eleições municipais. Sou cidadã e voto em Bebedouro, mas aqui as pessoas misturam e podem enxergar a minha opinião como sendo a do O Jornal, veículo em que trabalho. Mas tem coisas que vejo e que preciso compartilhar com vocês. Aqui é um espaço democrático, o meu espaço, e escrevo o que bem entender. Você, leitor, tem todo o direito de também não querer ler, por isso fique a vontade.

Para não ficar longo demais, vou falar apenas da eleição majoritária (para prefeito).  

Nestas eleições há alguns tipos de candidatos. Tem o que não desceu do palanque desde a última eleição e quer porque quer ser prefeito. Tem o que mais parece um Pinóquio (apesar de outros também parecerem), que mente, mente e mente, achando que o povo tem memória fraca e confiando demais na morosidade da Justiça. Tem outro que é presidente do mesmo partido há quase 20 anos e que nada trouxe para a cidade. Outro que já foi prefeito 3 vezes, não gosta de viajar e que dizia que o desenvolvimento só ocorre em Sertãozinho, quer ser prefeito pela quarta vez. O outro candidato, na minha opinião, é o mais preparado para administrar a cidade nesse momento de crise.

Sim, meus amigos, eu voto e tenho minhas preferências.

Bom, mas falando agora de campanha, tem uma em especial que gostaria de destacar. O candidato das torres, aquele que usou uma área pública e que lutou por permanecer nela mesmo sabendo que a lei que o dava amparo era inconstitucional, diz agora que quer fazer uma campanha limpa e ética. Limpa? Ética? O que é ser limpo na política? O que é ser ético na política? Vamos aos fatos.

Ele defendeu um deputado que disse que Bebedouro não precisava de um prédio próprio para abrigar a ETEC, defendeu um privilégio só seu de usar uma área gigante que pode valer quase R$ 5 milhões, processou a cidade, fez escândalo na Câmara, não permitia que seus adversários políticos (o atual prefeito e o vice) usassem os microfones para se defender ou pelo menos darem suas versões dos fatos, dentre outras inúmeras ações tantos às escondidas quanto para todo mundo ver.

Isso é ser ético? Isso é ser limpo? Até onde vai a loucura (ou a ânsia ou o nome que quiserem dar), de uma pessoa para alcançar o poder? Até onde um homem iria para se tornar o principal mandatário da cidade, o “cara” que todos respeitam e prestam honras, o “cara” que todos puxam a cadeira para que ele se sente, o “cara” poderoso, dono da cidade? O que esse “cara” é capaz de fazer? Há relatos, inclusive, de que pode ter prejudicado, nas atribuições de sua profissão, não só a “outra parte do processo” como também seus clientes. Isso é ético? É ser limpo?

Me desculpem o desabafo, amigos. Mas ver esse político posando de bonzinho, pegando criançinha no colo em seus comícios, abraçando pobre, dizendo que não governará por interesses, dizendo que os adversários falam “inverdades” e que ele faz uma campanha limpa, é de dar nojo. Dá nojo saber que esse “cara” que agora diz que ama a cidade e que quer vê-la crescer processou a cidade amada e impediu o crescimento de um grande número de pequenos empresários que poderiam ter suas microempresas instaladas na área que ele tanto relutou em devolver. Dói ainda mais ouvir desse candidato que “é preciso incentivar os pequenos empresários, tenho andado pela cidade toda e vejo quanta gente desenvolve pequenos negócios nos fundos de casa, é preciso dar vez a eles”. Dar vez? Incentivar? Como assim?!?

Sabe, tem gente que aposta na alienação do povo.

Eu sou daquelas que, apesar dos pesares, acredita na força do povo. Acredito que os eleitores não vão dar um tremendo passo para trás quando podem ir em frente, com um futuro difícil sim, mas sabendo que são governadas por uma pessoa capaz, de visão, um empreendedor que sabe gerar empregos e que sabe gerir uma empresa. Seu sucesso está aí, para todos verem: começou do nada munido apenas de esforço e de conhecimento. Hoje emprega quase 400 funcionários e está construindo a nova sede de sua empresa, um investimento de quase R$ 1 milhão na nossa cidade.

Agora é com você. Você escolhe que caminho quer seguir: o da mentira, alicerçado em falsas promessas e em falsos santos, ou o caminho do desenvolvimento, de dias melhores, de melhores oportunidades e novos horizontes. A escolha é sua. Seja consciente no dia 7 de outubro e escolha que trilho seguir: o do desenvolvimento ou do atraso.  

domingo, 8 de julho de 2012

Fim de uma linda história de amor



O sumiço do Juvenal está prestes a completar 1 mês. Neste período, fiz o que pude: preguei cartazes nas redondezas, coloquei foto no Facebook, rezei, chorei, me desesperei. Mas ele simplesmente sumiu sem deixar rastros. A tristeza é muito grande, mas nesta semana tive um alento. Sonhei que eu estava num lugar que não sei onde é, muito bonito, como se fosse um gramado. Estava junto com meu namorado quando apareceu um cachorro todo saltitante, feliz em me ver e fazendo a maior festa. Achei aquele cachorro muito parecido com o Juvenal, mas ele estava sem mancar a pata, sem tremer e com a pele praticamente refeita das queimaduras que sofreu. Ainda não tinha pelos, mas a pele estava totalmente cicatrizada. No sonho, disse ao meu namorado: "Nossa, ele lembra muito o Juvenal, mas não tem os mesmos problemas que ele tinha". Daí ele me disse: "Claro que é, olha a carinha dele!" Identifiquei o Juvenal, e brincamos bastante. Ele sempre muito carinhoso comigo e fazendo a maior festa para mim. Quando resolvemos ir embora, disse ao meu namorado: "O Juvenal está tão feliz e tão bem aqui... Acho que vou deixá-lo aqui mesmo. Ele ficará bem".

E assim foi feito. Acordei do sonho e só fui me lembrar do que tinha sonhado no caminho que faço até o O Jornal. Como sempre vou procurando por ele, me lembrei de tudo o que sonhei e senti uma certa paz. De certa forma, entendi o significado do sonho como um sinal de que ele finalmente está bem, no céu dos cachorros ou onde quer que seja. Passamos juntos o que tínhamos que passar, ele me modificou e eu fiz o que pude por ele nesses 6 maravilhosos e intensos meses que passamos juntos. Acho que ele cumpriu sua missão na minha vida e eu na dele. De minha parte, posso dizer que sou e estou muito melhor depois de sua passagem na minha vida. Espero ter tornado a vida dele melhor também.

Não poderia deixar de agradecer a todos os meus amigos, os de perto e os de longe, por toda a torcida, preocupação, orações, sugestões, receitas e todo o carinho que vocês tiveram comigo e com ele. Peço, do fundo do meu coração, que toda essa energia boa que vocês sempre me deram volte para todos vocês em forma de bênçãos e de muito amor, pois para mim foi exatamente isso o que ele me trouxe. Amo vocês!

terça-feira, 15 de maio de 2012

O susto do Juvenal



O Juvenal sempre me surpreende. De uns tempos para cá resolveu seguir os irmãos e me leva até a porteira do sítio. Ele está se adaptando a sua debilidade e está correndo que é uma beleza.

Como todos sabem o Juvenal desenvolveu uma cinomose enquanto estava na rua abandonado e acabou manifestando quando chegou aqui, debilitado pelas queimaduras que sofreu. Fiquei muito assustada na época por medo da doença passar para meus cachorros sadios, mas logo o veterinário Henrique Junji Matsuda me tranquilizou dizendo que era apenas uma doença encubada, que nada afetaria meus outros cachorros.

Assim foi feito e eu me adaptei a ele. Hoje ele toma a maior parte do meu tempo, mito mais do que meus cachorros sadios. Ele simplesmente tomou meu coração, isso é a verdade.

Di desses, para ser precisa no dia 14 (segunda-feira), ele me acompanhou até a porteira como sempre faz. Só que quando eu cheguei no sítio vi que ele não estava mais lá... Não pensei duas vezes e, mesmo com chuva, saí atrás dele. Comecei a pensar nas pessoas fazendo mal pra ele, judiando, ele não tomando os remédios que precisa, ele sofrendo novamente com o frio e com a chuva... Entrei em parafuso!!!

Mas logo depois de desabafar com minha irmã e com algumas amigas do Facebook, ouvi meus outros cachorros latirem. Saí e finalmente encontrei o Juvenal, todo molhado e cheio de barro, mas estava ali, para mim, são e salvo!

O alívio foi enorme, e pude constatar o quanto ele me faz falta. Já me acostumei com seu jeitinho, com suas debilidades e com seu carinho incondicional...  Ele faz parte da minha vida!

A conclusão que cheguei é que o Juvenal está muito melhor do que eu penso! E fico feliz em participar de mais uma etapa dessa sua vida! É como eu disse: Eu vou até o final... Dependo dele para continuar, e ele tem uma força imensa!!!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Demóstenes e o fim do DEM



Não posso dizer que tenho um partido de que gosto mais ou gosto menos. Acho que em todos eles (mesmo o que tem mais pessoas envolvidas em escândalos), tem pessoas boas e ruins. Eu, uma eterna “romântica política”, ainda acredito nas pessoas e que elas podem mudar a realidade de sua comunidade, seja ela quarteirão, bairro, cidade, região, estado ou país. Eu confio nas pessoas, e quem me conhece sabe disso. Confio plenamente até que me prove o contrário, ou caso eu sinta alguma coisa que o “santo não bate”.

Digo isso porque é com extremo pesar que vejo as denúncias contra o senador Demóstenes Torres, do DEM. Nos últimos escândalos do governo, no mensalão do PT, nos casos de favorecimento, em diversas outras situações, Demóstenes sempre foi, para mim, uma voz consciente no senado. Ele sempre participou de comissões de ética, sempre defendeu bandeiras da moralidade e da democracia, sempre foi uma voz de oposição muito importante, num momento em que vivemos já quase uma década do governo petista.

É triste ver que, a cada minuto, os sites mostram mais e mais denúncias contra o senador. Denúncias que vão desde o favorecimento de um bicheiro preso, de estreitar relações do bicheiro com outros deputados visando aprovação de leis favoráveis, tráfico de influência. Fico pensando: onde isso vai parar?

Não estou aqui defendendo ninguém, muito pelo contrário: acho que quem deve merece ser punido. É muita palhaçada o que fazem com o povo, esse pobre mortal, que depende dos serviços do governos, paga cada vez mais impostos e vê os serviços oferecidos piorar.

Vejo essas denúncias todas com alegria (claro, mais um corrupto que é descoberto – se vai ser julgado e pagará por seus danos, isso é outra história), mas vejo também com certa tristeza. Ele, Demóstenes, era como se fosse um pilar da ética. Mais uma boa história que sucumbe à ambição.

Entrando num mérito que tratei em um grupo de discussão de política que participo no Facebook, acho que agora é jogada a última pá de cal sobre um partido que perdeu a referência. O DEM ficou perdido, semi-morto, depois da criação do PSD do fraco Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Achava que, no final das eleições municipais, os “últimos moicanos” do já convalescente DEM migrariam para o PSD ou outro que lhe agradem, mas vejo, a cada dia, que dificilmente o DEM sobreviverá até as eleições. Rachou. Perdeu a referência, perdeu a identidade, perdeu o sentido. Nem mesmo eles se entendem mais.

*Agora, às 21h, hora que liguei o computador depois de ver uma longa matéria no Jornal Nacional sobre o ocaso do senador Demóstenes, o site Uol dá, como notícia principal, que um empreiteiro diz ter repassado verba desviada ao presidente do DEM, Agripino Maia. Acho, realmente, que o DEM acabou. Se ainda restar um pingo de decência em quem julga esses casos, acho que realmente é o fim. 



sexta-feira, 23 de março de 2012

Palmirinha e suas lições de vida



A Palmirinha é uma daquelas personagens de TV que a gente costuma adorar. Espontânea, ela diz o que pensa sem se preocupar com o que  vão pensar, afinal, ela é uma senhora de mais de 80 anos.

A querida Palmirinha deu um entrevista à Marília Gabriela, e mostrou muito mais que isso. Ela, em um libro lançado recentemente, contou um pouco de sua triste história, mas sem perder a ternura e a ingenuidade que deixou como marca registrada pelos canais por que passou.

Contou que foi filha de mãe portuguesa e pai baiano, e que nasceu muito parecida com a mãe. A mãe, portuguesa reservada que veio para o Brasil por causa da guerra, não admitia os carinhos do marido baiano (todo baiano é acostumado a mostrar sua paixão sem muitos pudores), e sua semelhança com a mãe começou a lhe causar problemas. Os carinhos, como andar de mãos dadas e receber todos os mimos do pai), causou ciúmes à mãe que, para descontar toda a raiva que sentia, judiava da pobre sem dó nem piedade.

Para impedir que o martírio continuasse, o zeloso pai mandou sua filha para São Paulo (eles moravam no interior), para ser dama de companhia de uma senhora francesa. Esta senhora se propôs a pagar um salário para sua nova “dama”, depositado numa poupança que só poderia ser mexia quando a “dama” completasse 18 anos. Ela tinha apenas 7 quando saiu de sua cidade.

Assim foi feito, e Palmirinha foi para São Paulo. Achou que ela estava livre da mãe opressora? Não.  

Quando seu pai faleceu, quando ela tinha entre 16 e 17 anos, sua mãe a procurou em São Paulo para conseguir o dinheiro que a francesa tinha depositado como pagamento. Como a francesa não deixou (afinal ela tinha que ter 18 anos), a mãe foi embora e conseguiu que a francesa despenssasse Palmirinha do serviço, pois não poderia ficar com uma moça que lhe causasse problemas.

Palmirinha voltou para casa e começou a trabalhar nas Lojas Americanas. Chegava em casa depois das 22h e já ia dormir, pois pegava cedo no batente. Uma bela noite, cansada do trabalho e de cuidar da mãe já doente, chegou doida para tomar um banho e logo foi se despindo. Ao avistar sua cama, percebeu que havia nela um sujeito, dono de fazendas da região, a esperando. Começou a gritar de desespero até que sua tia, que morava parede-meio com a casa, viu, pelas frestas da parede de madeira, o desespero da sobrinha e logo tratou de intervir. A mãe de Palmirinha, mesmo doente, a vendeu para um fazendeiro rico a região por 5 mil contos de reis da época.

Salva da emboscada, ainda conseguiu forças para cuidar da mãe doente, e assim foi feito até a mãe morrer.
Palmirinha então resolveu se casar (com o marido que a família havia escolhido), e logo viu que seu martírio continuava: logo após a festa, quando chegavam na casa nova, Palmirinha viu as três amantes do marido à espera deles, no portão. Isso apenas era só o começo.

Palmirinha sofreu por longos anos com um marido dependente de álcool, até que suas filhas se casassem. Antes disso, Palmirinha passou por maus bocados para criar as filhas: ela tinha mais de 5 trabalhos durante o dia e, muitas vezes, não tinha como deixar comida para as crianças. Ela saía de casa cedo muitas vezes deixando apenas um café com leite. Quando chegava no meio do dia, ela ia tomar um lanche com uma amiga que tinha uma história parecida com a dela, e muitas vezes o lanche nem “descia direito”, pois lembrava que as filhas não tinham o que comer enquanto ela comia um lindo lanche. Coisas de mãe!

Palmirinha começou sua vida na culinária através de um problema que passou em casa. As filhas (cada uma estudando num período), revezavam o uniforme, já que não tinha dinheiro para comprar 3. Mas as vezes chovia e não dava para secar, e a diretora proibiu a entrada sem uniforme. Sem dinheiro, epdiu emprrestado para uma comadre, que disse que se ela não pagasse até o final do mês cobraria juros. Ela, em meio a essa confusão, se lembrou de sua mãe, que fazia um bom pão de casa. Adaptou a receita para sonho, são sabia fazer o recheio mãs comprou uma caixinha de massa pronta, fez a massa e saiu vendendo, deixando uma  formada pré-pronta em casa. Em menos de 10 minutos ela conseguiu vender tudo e logo voltou para buscar a outra, e pagou sua comadre ainda no final do dia.

Palmirinha terminou sua entrevista dizendo que espera, agora, ser respeitada na televisão, e que cuidou de sua mãe e de seu ex-marido sem ressentimentos e sem mágoas. Disse ter um sonho (que está prestes a se realizar), de ensinar as mulheres a cozinhas de forma consciente e sem desperdícios.

Ela, com mais de 80 anos, não parou de sonhar! E nós, hoje, o que fazemos por nossos  sonhos?