domingo, 8 de julho de 2012

Fim de uma linda história de amor



O sumiço do Juvenal está prestes a completar 1 mês. Neste período, fiz o que pude: preguei cartazes nas redondezas, coloquei foto no Facebook, rezei, chorei, me desesperei. Mas ele simplesmente sumiu sem deixar rastros. A tristeza é muito grande, mas nesta semana tive um alento. Sonhei que eu estava num lugar que não sei onde é, muito bonito, como se fosse um gramado. Estava junto com meu namorado quando apareceu um cachorro todo saltitante, feliz em me ver e fazendo a maior festa. Achei aquele cachorro muito parecido com o Juvenal, mas ele estava sem mancar a pata, sem tremer e com a pele praticamente refeita das queimaduras que sofreu. Ainda não tinha pelos, mas a pele estava totalmente cicatrizada. No sonho, disse ao meu namorado: "Nossa, ele lembra muito o Juvenal, mas não tem os mesmos problemas que ele tinha". Daí ele me disse: "Claro que é, olha a carinha dele!" Identifiquei o Juvenal, e brincamos bastante. Ele sempre muito carinhoso comigo e fazendo a maior festa para mim. Quando resolvemos ir embora, disse ao meu namorado: "O Juvenal está tão feliz e tão bem aqui... Acho que vou deixá-lo aqui mesmo. Ele ficará bem".

E assim foi feito. Acordei do sonho e só fui me lembrar do que tinha sonhado no caminho que faço até o O Jornal. Como sempre vou procurando por ele, me lembrei de tudo o que sonhei e senti uma certa paz. De certa forma, entendi o significado do sonho como um sinal de que ele finalmente está bem, no céu dos cachorros ou onde quer que seja. Passamos juntos o que tínhamos que passar, ele me modificou e eu fiz o que pude por ele nesses 6 maravilhosos e intensos meses que passamos juntos. Acho que ele cumpriu sua missão na minha vida e eu na dele. De minha parte, posso dizer que sou e estou muito melhor depois de sua passagem na minha vida. Espero ter tornado a vida dele melhor também.

Não poderia deixar de agradecer a todos os meus amigos, os de perto e os de longe, por toda a torcida, preocupação, orações, sugestões, receitas e todo o carinho que vocês tiveram comigo e com ele. Peço, do fundo do meu coração, que toda essa energia boa que vocês sempre me deram volte para todos vocês em forma de bênçãos e de muito amor, pois para mim foi exatamente isso o que ele me trouxe. Amo vocês!

terça-feira, 15 de maio de 2012

O susto do Juvenal



O Juvenal sempre me surpreende. De uns tempos para cá resolveu seguir os irmãos e me leva até a porteira do sítio. Ele está se adaptando a sua debilidade e está correndo que é uma beleza.

Como todos sabem o Juvenal desenvolveu uma cinomose enquanto estava na rua abandonado e acabou manifestando quando chegou aqui, debilitado pelas queimaduras que sofreu. Fiquei muito assustada na época por medo da doença passar para meus cachorros sadios, mas logo o veterinário Henrique Junji Matsuda me tranquilizou dizendo que era apenas uma doença encubada, que nada afetaria meus outros cachorros.

Assim foi feito e eu me adaptei a ele. Hoje ele toma a maior parte do meu tempo, mito mais do que meus cachorros sadios. Ele simplesmente tomou meu coração, isso é a verdade.

Di desses, para ser precisa no dia 14 (segunda-feira), ele me acompanhou até a porteira como sempre faz. Só que quando eu cheguei no sítio vi que ele não estava mais lá... Não pensei duas vezes e, mesmo com chuva, saí atrás dele. Comecei a pensar nas pessoas fazendo mal pra ele, judiando, ele não tomando os remédios que precisa, ele sofrendo novamente com o frio e com a chuva... Entrei em parafuso!!!

Mas logo depois de desabafar com minha irmã e com algumas amigas do Facebook, ouvi meus outros cachorros latirem. Saí e finalmente encontrei o Juvenal, todo molhado e cheio de barro, mas estava ali, para mim, são e salvo!

O alívio foi enorme, e pude constatar o quanto ele me faz falta. Já me acostumei com seu jeitinho, com suas debilidades e com seu carinho incondicional...  Ele faz parte da minha vida!

A conclusão que cheguei é que o Juvenal está muito melhor do que eu penso! E fico feliz em participar de mais uma etapa dessa sua vida! É como eu disse: Eu vou até o final... Dependo dele para continuar, e ele tem uma força imensa!!!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Demóstenes e o fim do DEM



Não posso dizer que tenho um partido de que gosto mais ou gosto menos. Acho que em todos eles (mesmo o que tem mais pessoas envolvidas em escândalos), tem pessoas boas e ruins. Eu, uma eterna “romântica política”, ainda acredito nas pessoas e que elas podem mudar a realidade de sua comunidade, seja ela quarteirão, bairro, cidade, região, estado ou país. Eu confio nas pessoas, e quem me conhece sabe disso. Confio plenamente até que me prove o contrário, ou caso eu sinta alguma coisa que o “santo não bate”.

Digo isso porque é com extremo pesar que vejo as denúncias contra o senador Demóstenes Torres, do DEM. Nos últimos escândalos do governo, no mensalão do PT, nos casos de favorecimento, em diversas outras situações, Demóstenes sempre foi, para mim, uma voz consciente no senado. Ele sempre participou de comissões de ética, sempre defendeu bandeiras da moralidade e da democracia, sempre foi uma voz de oposição muito importante, num momento em que vivemos já quase uma década do governo petista.

É triste ver que, a cada minuto, os sites mostram mais e mais denúncias contra o senador. Denúncias que vão desde o favorecimento de um bicheiro preso, de estreitar relações do bicheiro com outros deputados visando aprovação de leis favoráveis, tráfico de influência. Fico pensando: onde isso vai parar?

Não estou aqui defendendo ninguém, muito pelo contrário: acho que quem deve merece ser punido. É muita palhaçada o que fazem com o povo, esse pobre mortal, que depende dos serviços do governos, paga cada vez mais impostos e vê os serviços oferecidos piorar.

Vejo essas denúncias todas com alegria (claro, mais um corrupto que é descoberto – se vai ser julgado e pagará por seus danos, isso é outra história), mas vejo também com certa tristeza. Ele, Demóstenes, era como se fosse um pilar da ética. Mais uma boa história que sucumbe à ambição.

Entrando num mérito que tratei em um grupo de discussão de política que participo no Facebook, acho que agora é jogada a última pá de cal sobre um partido que perdeu a referência. O DEM ficou perdido, semi-morto, depois da criação do PSD do fraco Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo. Achava que, no final das eleições municipais, os “últimos moicanos” do já convalescente DEM migrariam para o PSD ou outro que lhe agradem, mas vejo, a cada dia, que dificilmente o DEM sobreviverá até as eleições. Rachou. Perdeu a referência, perdeu a identidade, perdeu o sentido. Nem mesmo eles se entendem mais.

*Agora, às 21h, hora que liguei o computador depois de ver uma longa matéria no Jornal Nacional sobre o ocaso do senador Demóstenes, o site Uol dá, como notícia principal, que um empreiteiro diz ter repassado verba desviada ao presidente do DEM, Agripino Maia. Acho, realmente, que o DEM acabou. Se ainda restar um pingo de decência em quem julga esses casos, acho que realmente é o fim. 



sexta-feira, 23 de março de 2012

Palmirinha e suas lições de vida



A Palmirinha é uma daquelas personagens de TV que a gente costuma adorar. Espontânea, ela diz o que pensa sem se preocupar com o que  vão pensar, afinal, ela é uma senhora de mais de 80 anos.

A querida Palmirinha deu um entrevista à Marília Gabriela, e mostrou muito mais que isso. Ela, em um libro lançado recentemente, contou um pouco de sua triste história, mas sem perder a ternura e a ingenuidade que deixou como marca registrada pelos canais por que passou.

Contou que foi filha de mãe portuguesa e pai baiano, e que nasceu muito parecida com a mãe. A mãe, portuguesa reservada que veio para o Brasil por causa da guerra, não admitia os carinhos do marido baiano (todo baiano é acostumado a mostrar sua paixão sem muitos pudores), e sua semelhança com a mãe começou a lhe causar problemas. Os carinhos, como andar de mãos dadas e receber todos os mimos do pai), causou ciúmes à mãe que, para descontar toda a raiva que sentia, judiava da pobre sem dó nem piedade.

Para impedir que o martírio continuasse, o zeloso pai mandou sua filha para São Paulo (eles moravam no interior), para ser dama de companhia de uma senhora francesa. Esta senhora se propôs a pagar um salário para sua nova “dama”, depositado numa poupança que só poderia ser mexia quando a “dama” completasse 18 anos. Ela tinha apenas 7 quando saiu de sua cidade.

Assim foi feito, e Palmirinha foi para São Paulo. Achou que ela estava livre da mãe opressora? Não.  

Quando seu pai faleceu, quando ela tinha entre 16 e 17 anos, sua mãe a procurou em São Paulo para conseguir o dinheiro que a francesa tinha depositado como pagamento. Como a francesa não deixou (afinal ela tinha que ter 18 anos), a mãe foi embora e conseguiu que a francesa despenssasse Palmirinha do serviço, pois não poderia ficar com uma moça que lhe causasse problemas.

Palmirinha voltou para casa e começou a trabalhar nas Lojas Americanas. Chegava em casa depois das 22h e já ia dormir, pois pegava cedo no batente. Uma bela noite, cansada do trabalho e de cuidar da mãe já doente, chegou doida para tomar um banho e logo foi se despindo. Ao avistar sua cama, percebeu que havia nela um sujeito, dono de fazendas da região, a esperando. Começou a gritar de desespero até que sua tia, que morava parede-meio com a casa, viu, pelas frestas da parede de madeira, o desespero da sobrinha e logo tratou de intervir. A mãe de Palmirinha, mesmo doente, a vendeu para um fazendeiro rico a região por 5 mil contos de reis da época.

Salva da emboscada, ainda conseguiu forças para cuidar da mãe doente, e assim foi feito até a mãe morrer.
Palmirinha então resolveu se casar (com o marido que a família havia escolhido), e logo viu que seu martírio continuava: logo após a festa, quando chegavam na casa nova, Palmirinha viu as três amantes do marido à espera deles, no portão. Isso apenas era só o começo.

Palmirinha sofreu por longos anos com um marido dependente de álcool, até que suas filhas se casassem. Antes disso, Palmirinha passou por maus bocados para criar as filhas: ela tinha mais de 5 trabalhos durante o dia e, muitas vezes, não tinha como deixar comida para as crianças. Ela saía de casa cedo muitas vezes deixando apenas um café com leite. Quando chegava no meio do dia, ela ia tomar um lanche com uma amiga que tinha uma história parecida com a dela, e muitas vezes o lanche nem “descia direito”, pois lembrava que as filhas não tinham o que comer enquanto ela comia um lindo lanche. Coisas de mãe!

Palmirinha começou sua vida na culinária através de um problema que passou em casa. As filhas (cada uma estudando num período), revezavam o uniforme, já que não tinha dinheiro para comprar 3. Mas as vezes chovia e não dava para secar, e a diretora proibiu a entrada sem uniforme. Sem dinheiro, epdiu emprrestado para uma comadre, que disse que se ela não pagasse até o final do mês cobraria juros. Ela, em meio a essa confusão, se lembrou de sua mãe, que fazia um bom pão de casa. Adaptou a receita para sonho, são sabia fazer o recheio mãs comprou uma caixinha de massa pronta, fez a massa e saiu vendendo, deixando uma  formada pré-pronta em casa. Em menos de 10 minutos ela conseguiu vender tudo e logo voltou para buscar a outra, e pagou sua comadre ainda no final do dia.

Palmirinha terminou sua entrevista dizendo que espera, agora, ser respeitada na televisão, e que cuidou de sua mãe e de seu ex-marido sem ressentimentos e sem mágoas. Disse ter um sonho (que está prestes a se realizar), de ensinar as mulheres a cozinhas de forma consciente e sem desperdícios.

Ela, com mais de 80 anos, não parou de sonhar! E nós, hoje, o que fazemos por nossos  sonhos?

terça-feira, 13 de março de 2012

A proibição dos sabores no cigarro



Hoje (13/03), foi divulgado que a Anvisa proibiu o uso de “sabores” no cigarro. A medida visa a coibir o fumo em adolescentes, visto que muitos começam a fumar com cigarros de menta, cravo e outros. Seria uma maneira de barrar a entrada desses jovens no mundo do tabagismo.

Não sei se a medida dará resultados, mas posso falar por mim. Eu comecei a fumar com cigarros de menta de uma famosa marca importada. Pagávamos na época cerca de R$ 10 por um maço, fumávamos uns 2 por noite e jogávamos todo o restante fora (claro, ninguém poderia levar cigarros para casa! Imagina como a gente iria explicar?). Uma amiga e eu fazíamos isso toda vez que saímos.

Bom, foi aí que tudo começou. Depois veio o meu interesse em experimentar outras marcas, em especial uma bem famosa que usava um cavaleiro na época e patrocinava a Fórmula 1. Hoje a legislação mudou e esta marca não pode mais fazer propaganda e nem patrocinar esportes, já que nada tem a ver com o tema.

A resolução da Anvisa pode ser válida à longo prazo. A curto prazo, quem já fuma cigarros mentolados ou com “sabor”, com certeza vai procurar no mercado negro maneiras de bancar o vício. Isso, à curto prazo, pode gerar ainda mais problemas com o sistema de saúde, já que cigarros do mercado negro (os falsificados), causam muito mais problemas do que os que são fabricados com as rígidas normas de cada governo.

Só o tempo dirá sobre os benefícios que esta resolução causará. Na minha opinião, a medida é válida.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Dias que não deixaremos para trás!

O Juvenal, já praticamente curado das micoses de pele. Agora é só tratar o pelo!


Estes últimos dias foram conturbados para o Juvenal.... pra ser mais sincera, pra ele não, para mim!!!

Sinceramente, achei que ia surtar!!! O melhor é que ele sempre me dá a “lei da compensação” que, em breve, farei num post especial sobre ela!

Bom, na sexta-feira retrasada (02/03), fiquei desesperada ao sair daqui do sítio. O Juvenal, que já estava há quase 3 dias sem comer, apresentou umas feridas abertas no rosto, tudo em decorrência da infecção de pele que teve. Como a pele estava ressecada, ela se abriu em alguns pontos formando feridas, que poderiam ser portas abertas para insetos piorarem ainda mais a situação. Fiquei desesperada!!! Achei que “agora ele ia...”

Fui chorando o caminho inteiro e, para minha surpresa, encontrei com o Henrique Junji Matsuda, o veterinário do Juvenal, pelo caminho. Chorando, perguntei o que poderia ser feito, e logo ele me passou um “novo modelo” de agir com ele.

Bom, assim foi feito! Mas quem disse que meu “instinto de mãe” se acomodava? Fiquei desesperada com a situação! Ficava sempre imaginando o pior, que uma mosca iria posar nele, que ele ficaria ainda mais debilitado... que um desgraça poderia acontecer!

Chorei muito na sexta-feira... praticamente o dia todo. Até que no sábado....

No sábado encontrei, por acaso, com meu dentista, o Dr. Camilo Souza Cruz.

Contei a história e disse que eu era a mais desesperada por resultados, que quem me conhecia poderia saber... De pronto, ele disse: “Eu sei bem como é ...”  Pois é, isso me deu a real dimensão de como sou imediatista, de quanto eu não sei esperar que as coisas aconteçam....

Fui rindo pro sítio, mas me analisando do começo ao fim. Ele, o Juvenal, tem seu tempo, seu momento de me presentear com alguns progressos dele. Eu, imediatista, quero sempre pra ontem, e sofro quando ele não me corresponde. Mas ele sempre me dá a lei da compensação, isso é incrível!

Passados esses perrengues, mudei a alimentação dele para o bom e velho fígado com beterraba e cenoura (que ele adora!), e deixei a coisa seguir seu rumo e seu tempo. Não adianta eu ficar como louca buscando melhora em poucos dias: ele (o Juvenal), é meu aprendizado diário e eu estou aqui, pronta para aprender com ele. E ele sempre me ensina muitas coisas.

Ah, e ele sempre me dá um presente todos os dias: me recebe aos pulos e correndo quando eu chego. Vai me buscar no carro! 

Isso não tem preço!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Boas Notícias!!!

Toda essa parte branca na pele dele é pelo novo vindo!!! Agora só falta acertar onde a sarna negra pegou!


Passei aqui em plena segunda-feira de Carnaval só pra dizer que a vitamina E que estou dando para o Juvenal já fez um efeito enorme!

Toda a área que foi queimada está recebendo pelos novinhos!!! Um monte deles nascendo!!!

Esta é mais uma vitória dele, e parece que tem outra vindo por aí. Hoje (20), passei no veterinário Henrique Junji Matsuda e mostrei um vídeo do Juvenal para ele, mostrando como o Juvenal manda da patinha direita e as vezes se desequilibra e cai por causa da tremedeira.

O Juvenal é igual criança quando vai ao médico: se fica em casa tossindo o tempo todo, chega no médico e não tem mais nada... Daí tive que fazer o vídeo.
O melhor é agora vamos atacar em outra frente. O Henrique detectou um outro problema e vamos entrar com medicamentos que provavelmente façam a tremedeira parar.

Ufa! Vamos que vamos! Agora é uma nova fase: novo tratamento para a tremedeira e novos pelos vindo! Força, Juvenal!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Juvenal e sua superação

Este é o Juvenal no dia 16/02/2012. Ele ganhou peso e está ganhando também alguns pelinhos novos, graças ao óleo de fígado de bacalhau e a vitamina E. E, também, ao veterinário Henrique.


Fiquei um tempo sem postar nada aqui por pura correria, me desculpem.

O Juvenal teve alguns dias de mistos de emoção e apreensão. Costumo dizer que ele sempre me dá a “lei da compensação”: me entristece profundamente em um dia e me dá imensa alegria em outros. É assim que vamos levando nossa vida.

Hoje, dia 16, faz 1 mês e 7 dias que estamos juntos. É claro que a melhora dele é inegável, mas eu sempre quero mais. Quem me conhece sabe o quanto eu sou imediatista em minhas atitudes e que quero tudo para ontem. Acho que porque ele termina um tratamento de 10 dias ele deve sair saltitando por aí como se nada tivesse acontecido.

É claro que isso não é assim e esta é a resposta ao que disse nos posts anteriores: ele é quem me ensina, é com ele que estou exercitando o fantástico jogo da paciência. Estou aprendendo muito com ele, sua força me ensina a cada dia.

Quem acompanha sabe que tivemos dias difíceis. O diagnóstico de sarna negra, vou confessar, me baqueou. Poxa vida, um cachorro que já sofreu tanto na vida ainda ter que conviver com isso?  Assim não dá, é muita judiação! Mas aprendi a lidar com isso e vejo, a cada dia, uns pelinhos nascerem onde a sarna pegou. Fico feliz com a melhora dele!

A tremedeira na pata direita dianteira dele é que me preocupa ultimamente. O veterinário Henrique Junji Matsuda disse que pode ser uma seqüela de cinomose. Vocês já viram cachorro com cinomose? É realmente de assustar! Fico tensa só de pensar que ele pode ter essa doença, mas o que me conforta é que pode ser apenas uma “seqüela”, ou seja, pode ser curada com remédios, e é o que estamos fazendo. Digo “estamos”porque Henrique e eu estamos nos esmerando nos cuidados com o Juvenal. O Henrique é um veterinário carinhoso e que se dedica aos cuidados dos animais. Ele é muito bom e, além de tudo, sabe lidar com “mães a beira de um ataque de nervos”, assim como eu, desesperada por resultados imediatos.

Bom, Jujuba (como ele é chamado por mim), está sendo medicado e ganhando peso. Já está outro, mas ainda tem um pouco de receio com humanos. Como disse a Mariângela da  Zoonoses, ele foi resgatado na semana entre o Natal e o Ano Novo, e vai saber o que passou antes de ser resgatado? Quanta chuva tomou, sozinho, até vir uma alma boa e resgatá-lo? Vou ter que fazer exercícios de paciência diários para resolver isso, mas esse quadro vai mudar. Ele até já se deitou no meu colo um dia desses, coisa que não fazia (apenas ficava em pé, pronto para fugir). 

Ah, e já está nascendo pelos nos lugares queimados! Milagre!!! Vitamina E nele!!!

Como eu disse para algumas pessoas, vou até onde ele aguentar. Eu não vou desistir, e tenho certeza que ele também não vai.

Beijos a todos e obrigada pelo carinho!


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma semana com surpresas para o Juvenal – não tão boas.



O Juvenal (meu novo “filho” que adotei na Zoonoses, todo queimado por seu antigo dono e cheio de outros problemas – leia os posts anteriores), teve uma semaninha complicada.

Ele, na realidade, está ótimo! A pele que foi queimada já está totalmente cicatrizada e esperando os pelos novos, está comendo ração e adorando, bebendo bastante água, andando com as quatro patas pra lá e pra cá, mas uma micose chata estava me incomodando muito.

Na verdade ele já veio com ela. Era pequena, mas visível no focinho, no queixo e numa manchinha entre o nariz e os olhos, além da orelha. Assim que ele ficou curado da queimadura e da doença do carrapato, percebi que realmente era algo estranho. No começo achei que poderia ser queimadura ou um focinho esfolado (tem gente que acha que educa um cachorro esfregando o focinho dele onde ele fez o que não devia... vai saber), mas antes dele se curar de coisas “mais sérias”, não poderia dar mais uma carga de remédios para o pobre, afinal, com todos os remédios que ele tomou, teve problemas no fígado, parou de comer, caiu a resistência e aí já vi... problemas a vista! Agora mais forte, pude dar mais atenção à micose.

Tentei, junto com o veterinário Henrique Junji Matsuda, comprimidos e pomadas, mas a micose não cedia. Pelo contrário: começou a aumentar da noite para o dia, a olhos vistos. E meu desespero foi aumentando junto.

Hoje (03), levei-o ao veterinário e, logo de cara, Juvenal foi diagnosticado: sarna negra*! Ai ai, na hora pensei: “tadinho, tudo acontece com ele!” Logo partimos para os medicamentos (diluição de um produto em água para passar nas manchas a cada três dias e meio comprimido a cada 12 horas).  Lá vai o Juvenal com os comprimidos!

Já estou aproveitando também e dando vitamina E para ele, para ajudar no crescimento de pelo das áreas prejudicadas pela queimadura. Já que vai tomar um comprimido, aproveita e já toma uma cápsula de vitamina!

Agora vamos enfrentar mais este desafio. Mas estou certa de que, assim como das outras vezes, ele vai tirar de letra e ficar bom logo logo! Torçam por ele!


*A Sarna Negra  se apresenta também com o nome de sarna negra, cientificamente chamada demodécica. Nessa versão, em vez da coceira, o bicho apresenta feridas com secreções e odor forte. Assim como a comum, a sarna negra é um parasita que aparece pela infestação de um ácaro. A doença pode afetar cachorros e, raramente, coelhos. A presença deste ácaro na pele dos animais é normal e inofensiva. Porém, pode se manifestar em animais que não nasceram com uma deficiência imunológica específica. Essa sarna não é contagiosa, mas propicia infecções bacterianas secundárias. Portanto, é indispensável ter regras básicas de higiene, tanto para os animais como para os humanos, como explica o especialista. Não existem medicamentos que curem a sarna, mas existem os que a controlam muito bem. Se cuidado, o bicho terá vida quase normal. A doença não tem como ser evitada. Como se trata de um problema genético, o único jeito de impedir que ela se espalhe é evitar a procriação do animal.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ufa, enfim uma semana tranquila para o Juvenal!



Até que enfim passamos uma semana tranquila!

Ele está comendo suuuuuuper bem (carne e ração), bebendo bastante água, já caminha com as 4 patas (uma das patas traseiras, bastante prejudicada com a queimadura, ainda o fazia mancar) e está pedindo carinho toda hora!

Hoje (domingo, 29), ele tomou a última das 10 injeções que precisou para controlar a temida doença do carrapato. Ele ainda tem que tomar comprimidos para curar uma micose no focinho e na orelha direita, mas já está bem melhor também.

No sábado, junto com o Dexter e o Zacarias (meus outros cachorros), saiu correndo pelo sítio! Fiquei muito feliz pela recuperação dele e pela interação com os “irmãozinhos”.

Ele me recebe todos os dias pela manhã para me dar “bom dia”, junto com os outros. Quando chego a noite, lá está ele para me receber assim que paro o carro! São pequenos gestos, pequenos passos, mas me alegram de uma forma que ninguém pode imaginar!

Agora só falta, para ficar completo, ele me dar o maior gesto de carinho de um cão: uma lambida nem que seja na mão. Ainda não aconteceu, mas acho que falta pouco!